Fala pessoal, sejam muito bem-vindos a mais uma análise aqui no Garpagum! Hoje mergulharemos em um dos capítulos mais icônicos da antologia de Ryan Murphy e Brad Falchuk: a terceira temporada, intitulada Coven. Seguindo nossa proposta de trazer análises críticas e tópicos intrigantes, vamos explorar como o horror nesta temporada serve como um espelho para a ambição e o legado.
O Refúgio das Bruxas
Para quem acompanhou na época ou está conhecendo agora, o resumo pode ser pulado, mas para quem não conhece a premissa: Coven se passa em Nova Orleans, focando em uma escola especial para jovens bruxas, a Miss Robichaux's Academy. A história gira em torno de Fiona Goode (Jessica Lange), a "Suprema" atual, que retorna à cidade para proteger o clã, enquanto lida com sua própria obsessão pela juventude eterna e o advento de uma nova sucessora.
Entre o Vodu e a Bruxaria
Assim como discutimos no "Relato Sobrenatural" sobre locais de misticismo, como a Gruta do Carimbado, Nova Orleans é apresentada como um cenário de dubiedade espiritual. A série faz um excelente trabalho ao trazer figuras históricas reais, como a rainha do vodu Marie Laveau e a sádica Delphine LaLaurie, misturando o horror ficcional com uma erosão temporal que conecta o passado escravocrata ao presente.
Criando Laços e Disputas de Poder
O teor teórico subjetivo da temporada foca na relação entre mães e filhas, tanto biológicas quanto simbólicas. Os diálogos são marcados por excessos emocionais e uma constante busca por validação, lembrando o que vemos em casos de dependência emocional e manipulação. A disputa pela "Supremacia" não é apenas sobre magia, mas sobre quem detém o controle social e a autonomia sobre o próprio corpo.
Análise Crítica: O Grito Silencioso da Sobrevivência
Em Coven, o horror se manifesta não apenas no sobrenatural, mas no medo do envelhecimento e da perda de relevância. Fiona Goode representa o ápice da condição humana confrontada com a mortalidade; sua luta para se manter no topo é, em última análise, um "grito silencioso de sobrevivência" contra o destino inevitável.
A temporada utiliza o elemento "bruxaria" como uma metáfora para minorias oprimidas tentando encontrar seu lugar em um mundo que as teme, mantendo o estilo de análise crítica que sempre buscamos trazer para vocês.
Rumor sobre o retorno de Coven
Circulam teorias de que Ryan Murphy planeja retornar ao universo das bruxas de Nova Orleans em uma futura antologia ou temporada derivada. Para o Garpagum, esse possível retorno carrega uma dubiedade inerente: seria uma expansão necessária do folclore ou apenas uma forma de capitalizar sobre a nostalgia dos fãs?
Se considerarmos o teor teórico subjetivo da série, o retorno de personagens como Cordelia Goode ou as bruxas do conselho representa o advento de uma nova era de poder feminino no horror televisivo
O que você acha? Será que o retorno ao clã é o que a série precisa para recuperar seu fôlego crítico ou estamos apenas diante de um "loop" narrativo? Deixe seu comentário

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